
A fisiatria é a especialidade da medicina voltada ao diagnóstico, tratamento e reabilitação de pessoas com doenças, lesões ou condições que afetam o movimento, a funcionalidade e a qualidade de vida. O médico fisiatra atua tanto no alívio da dor quanto na recuperação da independência do paciente, desenvolvendo planos de tratamento individualizados e coordenando equipes multidisciplinares de saúde.
O fisiatra é um médico especialista formado em medicina física e reabilitação. Seu papel é avaliar clinicamente o paciente, estabelecer o diagnóstico e prescrever o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos, procedimentos, órteses, exercícios terapêuticos e o acompanhamento de outros profissionais de saúde.
A diferença entre fisiatra e fisioterapeuta aparece aqui: o fisiatra é médico, pode solicitar exames, prescrever medicamentos e realizar procedimentos como infiltrações e aplicações de toxina botulínica. O fisioterapeuta executa o tratamento físico prescrito. Na prática, os dois atuam de forma complementar.
Dor crônica que persiste além de três meses, dificuldade de movimento, recuperação pós-AVC ou cirurgia, diagnóstico recente de condição neurológica ou musculoesquelética, necessidade de órtese ou prótese. A fisiatria atende pacientes de todas as idades.
O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido, causando danos aos tecidos cerebrais. O fisiatra coordena a reabilitação do paciente, trabalhando com uma equipe multidisciplinar para recuperar movimento, fala e independência funcional.
Lesão nos músculos e tendões que envolvem a articulação do ombro, causando dor e limitação de movimento. O fisiatra avalia a gravidade do caso e prescreve o tratamento adequado, que pode incluir fisioterapia, infiltrações ou ondas de choque.
Condição em que nervos e vasos sanguíneos no pescoço e ombro ficam comprimidos, causando dor, formigamento e fraqueza no braço. O fisiatra coordena o plano de reabilitação e, quando necessário, indica procedimentos para aliviar a compressão.
Síndrome crônica caracterizada por dor generalizada, fadiga e distúrbios do sono. O diagnóstico é clínico e o tratamento é multidisciplinar, combinando medicamentos, fisioterapia, exercícios de baixo impacto e acompanhamento psicológico para melhorar a qualidade de vida.
A cannabis medicinal é utilizada para aliviar sintomas de diversas condições, como dores crônicas, espasmos musculares e transtornos neuropsiquiátricos. No Brasil, o canabidiol pode ser prescrito por médico habilitado, com acesso via farmácias, importação ou associações autorizadas.
Condições inflamatórias que afetam tendões e bursas, comuns em pessoas com atividades repetitivas. O tratamento pode incluir repouso, medicamentos, fisioterapia, infiltrações e ondas de choque. O fisiatra avalia cada caso e define a abordagem mais adequada.
As dores musculares podem ter origem em lesões, esforço excessivo, estresse ou doenças crônicas. O fisiatra identifica a causa e estrutura um plano de tratamento que pode combinar medicamentos, terapias físicas, acupuntura e orientações para hábitos mais saudáveis.
Perda progressiva de massa e função muscular associada ao envelhecimento, que aumenta o risco de quedas e reduz a independência. O fisiatra avalia a condição e prescreve um plano com exercícios de resistência, orientação nutricional e suplementação quando indicada.
Dor persistente por mais de três meses, que pode se manifestar como queimação, formigamento, rigidez ou sensibilidade ao toque. O tratamento é interdisciplinar e pode incluir fisioterapia, exercício físico, acupuntura, medicamentos e acompanhamento psicológico.
Doença caracterizada pela perda de massa óssea e maior risco de fraturas, especialmente no quadril, coluna e punho. O fisiatra desenvolve um plano de tratamento com exercícios, medicamentos e orientações nutricionais para preservar a densidade óssea e prevenir complicações.
Condição neurológica permanente que afeta o movimento, o tônus muscular e a coordenação motora. O tratamento é multidisciplinar e o fisiatra atua no manejo das complicações, prescrição de órteses, controle da espasticidade e desenvolvimento de um plano personalizado para cada paciente.
Condições causadas por lesões na medula espinhal que afetam a mobilidade e a sensibilidade dos membros. O fisiatra lidera a reabilitação, prevenindo complicações como espasticidade, lesão por pressão e disfunções de bexiga e intestino, com foco na independência funcional.
A reabilitação após amputação exige abordagem interdisciplinar para restaurar a independência do paciente. O fisiatra avalia a condição clínica, orienta o uso de meios auxiliares de marcha, verifica a viabilidade de protetização e prescreve tratamentos para controle da dor.
Condições como Parkinson, esclerose múltipla e ELA afetam os neurônios motores e progressivamente comprometem o movimento e a autonomia. O fisiatra desenvolve planos de tratamento individualizados e trabalha com equipe multidisciplinar para preservar a funcionalidade e a qualidade de vida.